Notícias

Câncer de Mama: Uma em cada nove gaúcha terá.

Publicado em 19/10/2015 3 min de leitura Atualizado em 09/04/2025
Câncer de Mama: Uma em cada nove gaúcha terá.

Câncer de Mama: Uma em cada nove gaúcha terá.

Notícias da ABAPP

Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Mastologia, uma em cada nove mulheres gaúchas terá um tumor nas mamas até os 90 anos. É o que indica também o último balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que aponta o Rio Grande do Sul como o segundo Estado com maior incidência da doença, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. São estimados uma média de 87,7 novos casos por ano para cada 100 mil mulheres gaúchas. Enquanto isso, a proporção nacional é de 56 novos casos anualmente.

 

Os motivos para a alta incidência no Sul são diversos e não totalmente elucidados, explica o oncologista Gilberto Schwartsmann, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Entre os fatores que predominam, está o estilo de vida dos gaúchos e o aumento na expectativa de vida das mulheres:

 

– Temos um estilo de vida muito parecido com o europeu e norte-americano, com uma rotina predominantemente urbana, altas taxas de obesidade, elevado grau de estresse e pessoas vivendo cada vez mais, morrendo menos por outras causas. A soma destes fatores contribui, e muito, para o aumento da incidência do câncer de mama.

 

Risco aumenta depois dos 40

 

Isso porque, explica o especialista, depois dos 40 anos, o risco de desenvolver a doença aumenta significativamente. Quase 80% dos casos ocorrem nesta faixa etária.

 

 

 

Segundo o médico Tomás Reinert, diretor-científico do Centro de Pesquisa da Serra Gaúcha (Cepesg) e oncologista do Instituto DeVita, em Caxias do Sul, outro fator que pesa é o fato de as mulheres gaúchas terem cada vez menos filhos e engravidarem mais tarde:

 

– Durante a vida reprodutiva, os hormônios da gravidez provocam mudanças nas células mamárias que inibem a formação de tumores. Já na menopausa, mulheres que nunca tiveram filhos têm cerca de quatro vezes mais chances de desenvolver a doença.

 

A questão genética, explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Região Sul da Sociedade Brasileira de Mastologia, é outro fator que pode contribuir para os altos índices de câncer de mama no Rio Grande do Sul:

 

– Grande parte de nossa população é de descendência caucasiana, e estes são povos que têm maiores incidências da doença. Mas isso não significa que quem não tem histórico familiar não deve se preocupar. É uma doença cada vez mais comum e multifatorial. Ou seja, não devemos esperar os sintomas aparecerem para começar a tratar.

 

 

É este aprendizado que faz com que nem todos os números relacionados ao câncer de mama sejam negativos. Enquanto a incidência continua crescendo, a taxa de mortalidade pela doença segue em direção oposta. E isso, explica o oncologista Tomás Reinert, deve-se principalmente pelo aumento no número de mulheres que buscam um diagnóstico precoce.

 

– Infelizmente, é uma doença que não pode ser totalmente prevenida, porém, quando o diagnóstico é feito em estágio inicial, a chance de cura é superior a 90%.

 

Além disso, o oncologista e pesquisador do Instituto do Câncer Mãe de Deus Stephen Stefani destaca que mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e prática de atividades físicas, podem diminuir em até 30% o risco de desenvolver a doença.

 

Adaptado.Diario Gaúcho, 15 de outubro 2015.

ABAPP Pelotas

Conheça a rede credenciada da ABAPP.

Consulte médicos, clínicas, laboratórios e prestadores de serviços credenciados em Pelotas.